Quem esse "Boninho" pensa que engana? A mulher dele? Ou é confiança demais na falta de educação de um país que 26% da população que diz saber ler, não entende o que lê?
Sou mulher, nascida no Norte, em Porto Velho, Rondônia. Senti preconceito no gênero, na minha procedência, no sangue, no coração.
Sou Jornalista graduada pela UFPa, Bacharel em Direito, Pós-Graduada, minha primeira graduação foi conquistada numa Universidade Federal (do Pará), estou na luta por um mestrado.
Tenho um filho, uma das razões da minha existência, que é Gay. Hoje, nem eu nem ele precisamos da aceitação dos "bundões" como o Boni. Ele é formado em Relações Internacionais pela UNB, tem graduação em três idiomas (sem sotaque) e com 27 anos já é Mestre em Relações Internacionais. No dia que "senti" sua orientação homossexual e vi o quanto era uma pessoa determinada, feliz, amável, compreensiva e bem resolvida, eu fui para o divã de uma terapeuta. Mas isso não me deixou cega, ao contrário, fez-me mais viva, mais sensível, mais humana. Sinto o cheiro do preconceito. Não acredito em quem tem preconceito. São pessoas inválidas de sentimentos. È a pior invalidez humana. E ela, muitas vezes, decorre da ignorância e da falta de educação de um povo. O preconceito é igual aquelas pessoas que se divertem em falar mal dos outros. Não são confiáveis. Um dia o tiro será nas nossas costas. Não Confio. Não confio na Globo, não confio no "Boninho", não confio na ética "global". Quem aceita ver massacrarem pessoas de orientação sexual diversa, não pode posar de bom moço.
Achei, que a Globo ia desenvolver um serviço a comunidade brasileira mostrando que a comunidade GLBT não é nenhum monstro do pântano. Com meus 52 anos tive que admitir: Fui uma imbecil em pensar na dignidade dessa Instituição. Senti raiva de mim e nojo dessa emissora.
Por que a proteção com um ser que representa a Homofobia e o Antisemitismo?
Quem sabe, no próximo, vem um Islamofóbico?
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