quarta-feira, 31 de março de 2010

DESPEDIDAS DISPENSADAS

Hoje, o Brasil foi palco de despedidas. De um lado, a candidata, segundo pesquisas, desconhecida do Governo, Dilma Rousseff, a mesma que declarou "uma pancadinha não dói" aos prantos, declarou: “Não importa perguntar porque alguns não têm orgulho dos governos de que participaram. Eles devem ter seus motivos. Mas nós temos patrimônio, fizemos parte da era Lula.” Nós, brasileiros, não temos dúvida disso. Assistimos a equipe do Lula, impiedosamente, ensinar às várias gerações como fazer um patrimônio. Orbitamos dos dólares nas cuecas aos castelos estilo Medieval. José Dirceu, o homem das pálpebras de baixo caídas, deixou claro que fazer patrimônio é muito mais fácil que se disfarçar de “outro” tanto para a esposa quanto para os militares. Nunca tivemos uma equipe tão destemida e audaz em “fazer patrimônio”. Triste, triste mesmo. Qualquer um choraria em pensar que pode estar soltando o osso por quatro anos. Tanto patrimônio a fazer sendo deixado para trás....
Em outra circunstância, não tão patrimonioso, o discurso de Serra: “Repudiamos sempre a espetacularização, a busca pela notícia fácil, o protagonismo sem substância. Já fui governo e já fui oposição, mas de um lado ou de outro, nunca me dei à frivolidade das bravatas.”
Resumo: no primeiro, a dor de abandonar a máquina de fazer patrimônio. No outro, a pobreza de não ser o protagonista da espetacular novela do poder do Grande Patrimônio. Até o Minc está fazendo uma "fezinha" para ver se aprende como fazer Patrimônio.

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