quarta-feira, 24 de março de 2010

MEIO DISTANTE

Tenho andado meio distante, meio desligada deste espaço que me dá tanto prazer. Prazer de escrever o que sinto, o que leio, o que assisto, o que ouço o que vejo no dia-a-dia. Mas, tem momentos em que o mundo que criamos, a família que formamos, pede-nos mais atenção, mais generosidade, menos egoísmo, mais divisão. Tenho vivido um momento desses. E aí, o mundo que quero viver, sem ter medo de me revelar egoísta, tem que dar uma parada, o sinal vermelho acende, e ficamos vivendo naquela esquina daquele outro mundo que de uma maneira ou de outra ainda somos responsáveis. Gosto de ver gente bonita, aliás, sou uma pessoa que tenho facilidade de ver beleza onde muitos vêem feiúra. Não é por que sou “boazinha” mas por que gosto de gente. Gosto de olhar gente, gente antenada, articulada, sem medo de ser feliz. É sempre o que desejo aos meus filhos e aos meus amigos jovens e jovens amigos. Buscar ser Feliz, nem que seja nas horas vagas. Libertos de preconceitos que nos aprisionam. Já basta a prisão que vivemos, dos mundos que criamos, portanto responsáveis, do dia-a-dia com o chefe chato, o personagem que assumimos no trabalho, na festa de aniversário, no casamento do parente, na formatura do amigo e lá vai.... È a prisão da rotina, da mesmice, da tentativa de se mostrar normal guando somos todos alterados, transformados para parecermos mais normais, mais adestrados, mais aceitos.
Sempre converso com meu Filho sobre isso e eu digo a ele: viva parte da sua vida dedicada a seus compromissos como cidadão e guarde sempre o momento certo para dar férias a variedades de personagens que temos que desenvolver na sociedade, sem medo de não ser aceito.
Tenho vivido um momento família, desses que qualquer boa esposa, boa mãe, boa dona-de-casa precisa viver pois faz parte (do que?) do mundo que um dia aceitamos e autorizamos que ele, o referido mundo, implantasse-se em nossas vidas. Não reclamo, pois a maioria da minha vida atual não tem sido tão comprometida com esse ritual. Tenho sido, a maior parte do meu tempo, senhora do meu dia, da minha rotina e etc... Não sei se continuarei assim depois que o Neto (Arthur) nascer. Mas isso já é outro papo, pois o Arthur será a autorização de vir mais amor para eu viver, assim como foi com meus filhos e com meu Pai.
Bem, justifiquei –me com relação aos meus espaços vazios em você, amigo Blogger (Diário). Não o abandonei, nunca o abandonarei. Você, é meu momento, meu dia, minha paixão. Quando estamos sós sou completa. Você nunca me discrimina, nem me maltrata, só me edifica. Adoro você, ok?

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