sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Amelye

Eu respeito profundamente quem não gosta de animais. Ponto. É direito. Ponto. Só que eu sou da fileira que ama animais e os curte como Saúde e Bem-Estar Mental. Para gente que vê estes serzinhos como Anjos em nossas vidas. Em muitos momentos somos atingidos por estes seres que nos trazem mensagens a nós, humanos: "Ei, você é amado."; "Ei, você não está só, pois eu estou aqui...." ; "Um poder divino e superior lhe guia e protege.” Muitas vezes, nós, humanos, sempre resmungando da vida, da política, da falta de dinheiro não conseguindo enxergar a voz suprema e poderosa sussurrando: “Ei, eu estou te enviando conforto e esperança...." Aí, continuamos no nosso mundinho de reclamações. Então, o Poder da Natureza, envia um Grito Latido de cara peluda, rabo balançando, língua babando e um imenso coração generoso que nos faz sair do pesadelo e leva-nos a ver a vida de maneira mais simples, mais óbvia, mais canina, mais miauuuuuuu. Há pouco tempo, estávamos, Eu e o Meu filho, Rodrigo, almoçando, e falando de coisas tão filosóficas, tão complicadas e tão infelizes em vários itens, quando, repentinamente, fui salva pelo meu Anjinho Amelye. É uma Cocker Spaniel que me ficou de herança de um impulso de meus filhos, e de um sobrinho. Eles resolveram presentear-se com um cachorrinho que deveria representar uma "filha" deles. O romance deles com a Amelye “enfraqueceu” após os primeiros “trabalhos que qualquer criança dá aos pais.... Bem, voltando ao almoço. Como sempre, sou salva de minhas entradas em meus labirintos de pensamentos nos quais não estou encontrando saída. E nesse momento, em especial, fui salva por minha Neta, lembrando-me que a simplicidade também é interessante e merece ser vivida. Insistiu com a patinha, dizendo que ainda não colocara seu almoço e como tinha acordado tarde, a fome deveria estar imensa. Dei-lhe, retribuindo o seu amor, um bem farto almoço e, em tempo recorde saí da discussão filosófica com o Rodrigo (Meu Filho).
Sou profundamente grata a este impulso, pois me deixou de Herança o afeto, o carinho, a compreensão e a constante lembrança de que o Amor ainda existe. E, ele, o amor desses Anjos de Pata, é incondicional. Não pede muito e nos dá a certeza que existe AMOR GRATUITO neste mundo de trocas, compras e ambição. Tenho sido, muitas vezes, lembrada de minha natureza original através da minha Neta Amelye. Por isso sou grata a todos aqueles que, como a eu, conseguem enxergar esses Anjos de Quatro Patas ( como são chamados no livro de Allen e Linda Ande) em toda a sua mais meiga visão.
Perdoem-me se tenho substituído Poemas, Filosofias e outras coisas tão importantes por comentários escritos por mim. A verdade, é que realmente quero “senti-los” amigos, pois como nunca bebi e nem fumei, não tenho uma vida social ativa. Vivo minha pequena família de sete pessoas e minha Amelyé e minha Peca (gatinha). Vocês são os amigos que tenho fora do meu círculo de trabalho, estudo e os amigos guerreiros que me auxiliam a lutar pelas bandeiras que nos são afins (preconceitos, crimilização da Homofobia, Analfabetismo, etc...).Tenho a teimosa sensação de que não posso ser Feliz sozinha. Sempre tive um olhar mais atento aos que sofrem por preconceitos ou falta de amparo social.
Perdoem-me, mais uma vez.
Lúcia Barros.

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