Hoje, dia de Paredão no BBB10. Dia de sentimentos contraditórios. Momentos tensos alternados com os alegres. Tendo-se um Âncora como o Bial todo mundo tem que assistir para aprender um pouco mais sobre a arte de manter audiência segura. Lindo, profissional, um exemplo de Jornalista. Passou por todas as fases até chegar onde chegou, pois em Empresa Privada, normalmente, não tem muito aquele câncer dos rituais ocultos do apadrinhamento tal qual acontece com o Estado. "É só espiar."
Bem, mas hoje quero falar da minha estupefação diante do acelerado processo da Tecnologia. Já falei para um amigo fazer cursinhos no SENAI para me sentir mais aceita nesse mundo. Ele riu e perguntou: "será que precisa mesmo...?" Mas ele é extremamente bondoso. Feito o prólogo, vamos ao fato. Uma amiga íntima contou-me ter sido presenteada com um super, mega power celular em uma festa de fim de ano colorida de vermelhos e brancos com simpática griffe do Poder. Naqueles locais onde o pecado não existe, as gafes não são gafes, são o primor da simplicidade, virando até "tendências" ...No momento, ela pegou aquele símbolo fálico sem saber o que dizer ou o que fazer. Se beijava o namorado que lhe tinha presenteado ou perguntava "pequeninhinho" O que é isso? Tomou uma decisão: beijou o namorado. Ele queria que ela trocasse o celular, o doce e conhecido vermelhinho dela por esse instrumento. Amiga, dizia ela, quando tirava-o da bolsa parecia uma televisão portátil, um computador, etc.... Bem ele estava acima da sua compreensão e de suas necessidades. Resumo da ópera: deu-o de presente a uma pessoa que o achava lindo. A relação dela com ele, o celular, todas as vezes que o pegava, ouvia a voz pequena mas autoritária da sabedoria: "Você está igual a mulher do Grande Cesar. Não basta ser, tem que mostrar..."
É claro que comprará outro para aposentar o seu amigo delicioso "vermelho". Mas algo mais que tenha afinidade com ela, que ela o pegue como Instrumento de Trabalho e Não como Símbolo de ascenção. É tudo. É isso.
A Tecnologia não é apenas a superação do Homem, tornou-se símbolo fálico. É a Pompa do Ser. É um exemplo vivo do transtorno social entre o ser e o ter.
Celulares, carros e outros simbolos tem a mesma função que Virginia Woolf já dizia: são intrumentos para silenciar o silêncio de muitas existências.
ResponderExcluir