quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

DISCUTIR EUTANÁSIA - DECÁDAS DE ATRASO

Na empresa BBC Brasil, divulgou o caso de DUAS MÃES que tiveram penas absolutamente opostas na acusação de tentativa de homicídio em seus filhos. A britânica Bridget Kathleen Gildernale, foi absolvida da acusação de tentativa de homicídio por ter ajudado sua filha Lynn Gilderdale a cometer suicídio com doses de morfina e outros medicamentos. A outra mãe, Frances Inglis foi condenada a prisão pérpetua há três antes do julgamento supramencionado, por matar (entendimento do tribunal) seu filho com injeções de heroína. Thomas Inglis, a vítima (ou não), havia sofrido lesão cerebral grave após cair de uma ambulância em julho de 2007. Ou seja, dois pesos e duas medidas. É o transtorno do Estato e seus poderes.
Hoje mesmo, postei um comentário no Blog do TONY GOES sobre um historiador de nome Zygmunt Bauman que em seu livro IDENTIDADE, disserta sobre assunto tão explicativo e sério que os poderes constituídos não estão dando-se conta. Ele fala de uma MODERNIDADE lÍQUIDA que torna ilegítima discussões que cegam para um problema absurdamente público e emegente. A questão de Identidade(o básico nas relações humanas) não pode mais ser tratada pelos instrumentos tradicionais de entendimento. A reflexão sôbre essas discussóes deverão desenvolver suas teses à luz da dinâmica do transitório imposto sobre o antes, perene. Nada é mais perene. Não há mais verdades perpétuas. Da vida em sociedade aos relacionamentos amorosos (homossexualidade, casamento entre estes, súmulas encardidas, leis fetos já em UTIs e etc.). No Brasil, o LULA quer compilar as decisões sôbre o aborto. Espero que já o faça com vistas a essa realidade da MODERNIDADE LÍQUIDA. Perdoem-me os juristas, mas o nosso Estado também passando por crise de identidade, permite a um Presidente falar o que antes era da competência do Legislativo.

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