sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

1º Comentário de Iaiá

A minha responsabilidade em externar meus pensamentos neste blogger tem dupla razão. Primeiro, porque estou usando o apelido de minha Mãe e segundo por estar vivendo um momento completamente novo em minha Vida o que me dá receio de alguém que vier a lê-lo pensar que o que falo pode servir de receita em sua vida como cidadão(ã), e, viver a humanidade é algo muito sutil e especial. Tenho convicção que não temos receitas mágicas e nem manual de instrução quando passamos pelos desertos da alma, por invernos do ser. Apenas buscamos rotas para melhor administrar esses momentos pois eles poderão entrar em erupção e começar a administrar-nos.
Criei este blogger para dar evasão a boa parte do que penso durante o dia quando vivencio a minha humanidade.
Ser humano é viver dias SIM e outros NÃO. Considero e admiro as pessoas que escrevem livros de auto-ajuda ou de "deixe-me salvá-lo". Não conseguia entender o momento que passava. Em muitos momentos após de ler um deles, sentia-me no alto de um trampolim, mas de repente a vontade louca de jogar-me em salto mortal numa piscina vazia. Foi assim três anos aí, comecei a despertar que eu não era anjo, arcanjo e nem santa e nem tampouco candidata a deusa.... Era só Humana. Foi quando assumi meus medos, minhas ansiedades, minhas assombrações, meus fantasmas e precipícios. Comecei a olhar melhor para mim. Sem ter vergonha do que sou ou do que tornei-me. Assim, tenho atravessado meus desertos com ação e não como espectadora.
Por isso, acho que comecei a ficar alguém melhor. Tenho pensado que, com certeza, minha Mãe deveria ter consciência dessa humanidade dela, pois lembro-me dela sempre vivendo seus dias SIM e NÃO, com naturalidade sem medo de não estar sendo politicamente correta. Era mais humilde, aceitava ser humana, falar futilidades, dormir diante de conversas repetitivas e chatas, dar boas gargalhadas de alguma "mancada" sua ou de outrem. Indiscutivelmente Humana.
Penso que é tudo que temos e para que vivemos: para sermos simplesmente humanos.

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