Morreu ontem, aos 89 anos o Gênio Eric Rohmer, tornando-se conhecido como figura central da Nouvelle Vague. Inúmeros títulos desse gênero podem ser citados como dirigidos por este Gênio que prendia a atenção em seus filmes cheios de romance em que uma geração, na qual incluo-me, deliciava-se. Era como ler nossos livrinhos, proibidos pelos pais, em uma tela. Marcou-me o "O Joelho de Claire". Fez-nos viajar com um sofisticado diplomata, que em uma primeira apresentação, em suas últimas férias de solteiro, é flertado por uma das duas filhas adolescentes de uma antiga amiga e acaba desenvolvendo uma estranha obsessão pela outra. O que deixava o público envolvido na trama formada pelo romance a três, pleno de nuances e suspiros.
Também dirigiu "Minha Noite com Ela", acho que também tornou-se bem conhecido do público que pedia mais romances que ficções e dramas. Neste filme, o principal personagem é Frederic que tinha uma vida de casado bem equilibrada quando surge Chloe com todo seu poder de sedução levando o sério Frederic a envolver-se em uma aventura com ela e, como era normal na decada de 70, levando-o a um dilema moral. Quem ainda gostar desse gênero e suportar filme preto e branco vai amar estes romances filmados.
Fica os suspiros e a saudade de quem divertiu tanta gente, principalmente o público feminino e os enamorados (se é que iam realmente assistir aos filmes). Coincide com a epóca em que os casais iam namorar no cinema para fugir dos olhares curiosos e controladores dos pais.
Desculpem-me os mais jovens, mas tinha que fazer esse registro pois fui uma da geração de combinar com as colegas do meu prédio para assistir esse gênero. É puro saudosismo e a tentativa de homenagear quem me fez gostar de cinema mais do que já gostava.
Bem, mas deixando o saudosismo, vamos ao NOVO Big Brotther. Começa já hoje e amanhã, com certeza, teremos o que falar de bom ou de mal desse programa anual. Eu sou fã de carteirinha de realittes shows.
Outro assunto que vale a pena dar uma pincelada é na catastrófica declaração do Papa Bento XVI dizendo que a questão do casamento entre homossexuais é um problema ambiental. Como? Será que ele, no ócio, defendeu alguma tese de doutorado sobre o assunto a uma banca de Cardeais? Meu Filho e seus amigos chamam-lhe de Bento Carneiro, o Papa Vampiro.... Parece uma tendência pessoas que estão em lugares de destaque fazerem comentários tão insensatos, inesperados e pouco profundos.
Por tudo isso é melhor muitas vezes a alienação de certos jovens, confusos com tantas informações mal sucedidas e sem responsabilidade.
Despeço-me agora para assistir um filme também de tendência nouvelle vague que é Jules e Jim de Truffaut com meu filho.
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