terça-feira, 6 de abril de 2010

BOB DYLAN IMPEDIDO DE CANTAR NA CHINA


Estava marcada uma apresentação de Bob Dylan na China. O antigo militante dos direitos civis e também o crítico incansável do establishment, cronista lírico-pop do mal-estar da civilização judaico-cristã, pacifista de várias gerações, – Bob Dylan- iria cantar na China, mas a burocracia comunista chinesa disse “não”. Assim, o já idoso Bob Dylan percebeu, finalmente, quanta coisa boa o sistema democrático que adoramos detestar do lado de cá nos fornece. E a melhor de todas essas coisas que é a nossa tão propalada liberdade. jeda o maior de todos os bens é, vocês sabem, a liberdade.
Depois dessa tragédia sobre os direitos humanos que a China resolveu presentear-nos como mal exemplo, é bom relembrarmos de algumas coisas boas que, apesar de “ idosas” perpetuam-se no tempo:
- Os direitos humanos são uma invenção da tradicional civilização judaico-cristã;
- A Cultura Ocidental, aquela que cortou cabeças na Revolução Francesa, serviu de alicerce para a criação dos Direitos Civis que tornaram-se inafiançáveis na “Democracia Burquesa”;
- O Capital financiou o Humanismo lembram?
- O Capital também financiou aquele direito que nos faz tão bem – “todos são iguais perante a lei”;

Na verdade, a China, país admirado e bajulado pelo Governo Lula, acredita que é desnecessário essa “tolice” de Direitos Humanos. A China, é caudatária do homem coletivo, considerando a crítica uma atividade de desocupados, pois afinal, o “novo homem” já chegou ao poder. Para o Poder Chinês o regime de força é apenas um princípio ordenador da sociedade. Sem ele, o princípio ordenador, a “coisa” degeneraria e, assim, a tirania torna-se uma “proteção ao cidadão”.
É esse sistema que o Presidente Lula tanto apregoa como admirável. É notória a admiração, mas a aceitação como modelo é presente no desprezo pelos aposentados, pela “brincadeira” com a Imprensa e descaso com o salário mínimo e o “esquecimento” dos direitos trabalhistas sempre na pauta do dia seguinte.

Nenhum comentário:

Postar um comentário